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Foo Fighters - Virginia Moon |
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Fui ver o Tetro do Coppola. Grande filme. Deixou-me em modo pensativo. Zombie. Mas bom. Nada a ver com o filme, mas um filme mesmo assim. Outro. Estava uma noite muito feia, chovia imenso, e ainda ia chover mais, no coração. Ele, jovem, parvinho e deslumbrado com as novas amizades e todas as coisas novas que lhe apareciam pela frente naquele ano. Naquela noite feia de festa, ela quis-lhe fazer uma surpresa, apareceu sem ele contar, o que não lhe caíu muito bem, porque na cabecinha dele, e naquela noite, eram dois mundos diferentes, que não se deveriam misturar. Ela sentiu-se rejeitada, magoada. Ele percebeu, mas estava cego. Levou-a até um táxi, cheia de frio, molhada, com a cara em lágrimas, muito decepcionada e triste. Depois falamos disse-lhe. Cruel, digo eu. Nunca mais esqueceu aquela noite, aquela crueldade gratuita e sem sentido. Anos mais tarde reencontraram-se, como se nada se tivesse passado anos antes. Mas nós sabemos que não é assim. Como tens passado e essa vida e tal e coiso para trás e para a frente, diverte-te, tu também, se precisares de alguma coisa liga-me. Trocaram números de telemóvel. Mais tarde nessa mesma noite, chovia imenso, desagradável mesmo, feia portanto. Outra vez. Mais uma vez. Ele estava com os amigos à chuva a curtir a música quando recebe uma mensagem. Algo tinha corrido mal com as boleias, ela estava cheia de frio, completamente encharcada e queria saber se ele estaria a pensar ir embora e assim dar-lhe boleia. Não é preciso ser bruxo para adivinhar o que vem a seguir. Ele era um homem em missão, uma importantíssima. Desculpou-se aos seus amigos, mas tinha de ir embora. E foi. Ela não se importava de esperar, disse-lhe, mas ele foi imediatamente ter com ela. Tinha de a salvar. Tinha de se salvar. Estava à espera debaixo de uma árvore. E foi aí que a abrigou com o seu agasalho, levou-a para um lugar quente para secar as roupas. Fez-se à estrada e levou-a a casa. Ela eternamente agradecida. Ele ainda mais. Abriu a janela, e ouviu o vento. Não tivesse o cinto posto e levantava voo como uma folha de Outono. Passados tantos anos sentia-se leve como já há muito se não sentia. Destino? Karma? É capaz :) Boa noite. Posted via LiveJournal.app.
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